Diversidade? Para quem??
Tenho visto nas mídias sociais que, cada vez mais, as
empresas estão investindo muito no tema Diversidade. Horas de trabalhos
dedicadas para o assunto, com debates, discussões online e sim, algumas pessoas
bastante engajadas em levar o tema adiante e fazer do assunto uma discussão
séria dentro das corporações. Disso tudo, algumas ações bem interessantes e
importantes tem tomado corpo, o que é muito legal. Conheço pessoas sérias
trabalhando no tema. Minha lua de mel com o assunto estava indo muito bem até
eu ler uma postagem de um alto executivo, que devia passar toda a credibilidade
sobre o programa, falando do assunto e listando mulheres entre os seres
beneficiados com o tema da diversidade! Hm? Como assim?
O post falava o seguinte: “vivemos a diversidade como
parte essencial do nosso Grupo, somos de todas as cores, formas, tamanhos...”
“28 nacionalidades, vários grupos étnicos, cerca de 40% de mulheres em cargos
de chefia são apenas alguns exemplos de quão únicos e valorosos são nossos
pontos fortes” .
No mesmo post, o executivo continua “independente da orientação sexual, gênero, idade, cultura, nós continuamos abertos a diferentes formas de pensamento, experiências e soluções que nos traga criatividade, competências e produtividade”. NÓS? ? Quem somos o “nós” aqui? Os homens, héteros? Sim, porque são os únicos que não estavam listados no parágrafo anterior do post, certo?
Vamos lá... eu sempre fui contra a forma que fazem separações e cotas, por exemplo, em universidades para negros, embora eu reconheça sim as injustiças raciais sofridas por eles por causa da cor da pele, das mazelas sociais a que a maioria negra esteja exposta e etc. A moda recente era de “cota para mulheres em cargos de chefia” nas empresas. Cota já coloca as pessoas em situação delicada, já as diferencia das demais. Isso é discriminação, com “boa intenção”, pois vai ficar bonito para a empresa ter um percentual de mulheres na chefia, certo? Ao invés disso, porque não abrir, nas universidades, cotas para alunos carentes, que tenham tirado boas notas nos estudos em suas tão depreciadas escolas públicas? Assim, há um incentivo aos jovens de estudarem e tirarem boas notas, com a consequencia de absorverem maior conhecimento. Tenho certeza que grande parte desses alunos serão sim de negros, vindos de uma classe social cada vez mais empobrecida em nosso país, mas sem os diferenciar pela cor da sua pele. Porque, nos mesmos moldes, não premiar quem realmente trabalha, não disponibilizar plano de carreira sem olhar o gênero da pessoa declarado no RG? Ou sem se importar sobre de qual grupo étnico essa pessoa vem? Não, ao invés disso, vamos promover a “Joana” pois precisamos de X percentual de mulheres em nosso quadro....
O assunto diversidade vem sim para podermos mudar um comportamento e uma maneira retrógrada de pensar e nos fazer perceber que os gays, lésbicas, etc., são pessoas, não são Gays, não são Lésbicas, não são Negros, nem Mulheres... são pessoas. Trabalhou e tem mérito? Cresce na carreira. Cada pessoa pode escolher o caminho que quer seguir, trabalhando mais ou menos, não ter que se esconder atrás de rótulos e nem ser apontado por estar em uma certa posição ou em certa empresa por fazer parte do grupo que tem que ser tratado como diverso ou cotista!
Os homens héteros estão aí, em sua "soberania" e “sabedoria” para determinar a hora em que cada grupo dos diversos vai estar na moda! Eu não vi ninguém falar em acesso concreto de cadeirantes ou de pessoas com outras necessidades, ou com algum grau de dificuldade intelectual, visual, físico, etc (pessoas essas que precisam sim de ajuda concreta), a cargos em que possam se encaixar!
E viva a diversidade!!

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